Por um momento, não sinto nada. Nem alegria. Nem tristeza. Mas cada hora acontece algo que me remete a dor. O que antes significava “o coração pertencer um ao outro”, pelo visto já não existe mais. Realmente confuso, complexo a forma de o ser humano ir de um extremo a outro, da noite para o dia. Às vezes parece que o dia esperado para fazê-lo é tão somente aquele que anteriormente comemorávamos. O dia de celebração, se tornou o dia da tortura. Curioso, talvez. Cruel, com certeza. No fim, tudo faz sentido. Cada pequena palavra, cada pequena atitude. Tudo engloba um único querer que eu me recusava a aceitar. Porém, aceitação foi a única coisa que me restou. Meu ânimo foi consumido, assim como as minhas esperanças e tudo o que havia de bom em mim. (affectingyou)
Ah, vai, eu adoro me iludir. Sei que provavelmente tu só me manda essas SMS de madrugada pra fazer uma média comigo e me fazer ficar ainda mais na tua, sendo que deitou na cama e lembrou da tua última opção aqui. E tu sabe que eu nunca te rejeito e sempre te dou abrigo. Mas é melhor pra mim pensar que você passou o dia todo pensando em me escrever e só criou coragem depois. Idiota, eu sei.
Vem morar comigo? Vem pra bem pertinho de mim, diz no meu ouvido o quanto me ama, me enche de beijos e abafe meu frio com o seu corpo. Vem, deita aqui comigo pra eu te fazer um cafuné, te beijar daquele jeito e te falar coisas clichês. Vem pra cá, acaba com essa distância, vem esquentar a minha cama e deixar seu cheiro em mim. Quando chegar entra e tranca a porta, porque o mundo lá fora não tem mais importância pra nós, pois a coisa mais importante do mundo, já vai estar comigo, meu amor.
Eu não sei brincar de gostar, fazer promessas falhas, existir longe de alguém. Sou meio louco. Entre “saudade”, “vem cá” e “preciso de você”, quando vou ver, estou comprando a primeira passagem e indo ao encontro. O meu amor ultrapassa a razão. Foi sempre assim, vai ser sempre assim.